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terça-feira, 8 de março de 2022

Estilo de vida a la brechó: Mindfullness — A nova consciência

‎"Poucos são os que vivem no presente: a maioria se prepara para viver mais tarde." — Jonathan Swift

Qualquer que seja a época, o motivo de os seres vivos virem ao mundo material — ou se preferir: ao planeta Terra — é experimentá-lo, viver experiências de bem-estar do meio físico e psicológico só possíveis estando encarnado.

Para o ser humano, essas experiências de bem-estar são proporcionadas pelas interações que fazem entre si e com o meio-ambiente. 

As estamos realizando quando nos concentramos na respiração, quando meditamos, quando participando de algum evento social, praticando esporte ou aventura, viajando, comendo gostosuras, bebendo bebidas recreativas, orando, fazendo sexo.

Tudo isso com atenção plena (mindfullness) no momento em que a experimentação se dá.

Há, sim, quem o trabalho proporciona prazer. E de igual modo, quem se apraz ao gastar ou acumular dinheiro ou riquezas; quem ao acariciar animais ou plantas; quem procura contato com coisas antigas para desfrutar do sentimento de nostalgia.

É bom lembrar que nostalgia é diferente de saudade. Saudade é um sentimento negativo, deve ser evitado, uma vez que prende a pessoa ao passado, de forma a lhe deixar aflita devido à incapacidade de fazer voltar tal época. Nostalgia é uma força proporcionadora de bem-estar poderosa, que o indivíduo pode usar para, inclusive, moldar o seu presente.

A nova consciência exige que seja notado e admitido que só precisamos para ser feliz e saudável estar a sentir bem-estar. E tudo do que foi listado para se estabelecer esse estado de espírito está ao alcance de todos nós, sendo gratuíta a maioria dos itens.

Assimilar que procedimentos que não foram listados são necessários à essa condição é corromper as próprias chances de ser feliz e saudável e se pôr nas mãos de outros, permitindo que eles determinem como será a vida de quem lhe dá as rédeas.

E outro axioma dessa doutrina é viver inteiramente no presente, usufruindo de cada instante vivido e só lidando e crendo naquilo que está acontecendo. Quando vivemos no passado, perdemos o trem da história porque estamos com o foco no que não está acontecendo na realidade material, embora esteja na realidade que a memória constrói, mas, costuma-se tratar como recordação apenas e se entrar no status de angústia. Somos o que sentimos.

Um exemplo disso é quando tomamos conhecimento através de jornais, rádio ou televisão de um fato e damos total importância a ele. Ou seja: para nós, é um fato que não está acontecendo, a não ser que estejamos inseridos nele. E o que a imprensa informa, ainda que ao vivo, já é passado. Os jornais sempre reportam o que já aconteceu.

Verifique por você mesmo: até você pronunciar sobre algo que presencia, a parte pronunciada já aconteceu. Que nem é com a luz das estrelas. Quanto mais se tivermos que transmitir por meio de algum equipamento de transmissão ou, pior ainda, por meio impresso.

Certo dia, no parque, um amigo veio ao meu encontro desabafar.

— Eu quero sumir.— Ele disse, enquanto eu jogava comida para os patos.

— Fugir da rotina, quebrar as regras, ver as belezas do mundo, ficar sozinho.

— E o que te impede? — Perguntei voltando meu olhar a ele.

— Eu.

(Diálogo anônimo)

sábado, 5 de março de 2022

Estilo de vida a la brechó: Alimentação

Como não poderia deixar de ser, o lema que adota o adepto ao estilo de vida a la brechó com relação à alimentação é o "descasque mais, desembale menos".

Kit hipertensão, conforme o site Diabetes self management

A comida e bebida industrializada é bastante corrompida para atender o mercadologismo na produção. Os mercadologistas pensam em tudo que se pode fazer para tornar a produção de um produto mais barata e o mesmo mais atraente ao consumidor, sobretudo através do sabor. Com isso a saúde também vai para o saco (de rabecão).

Organic food, de acordo com o site Natural-food.asia

Alimentação orgânica é o que adotou o homem e os animais domésticos e de produção desde seus surgimentos. Significa buscar na natureza o que comer e beber. Tudo feito por ela, que é quem realmente sabe como funciona o corpo humano e dos outros seres vivos e quem realmente se importa com a saúde deles. E é o que volta a adotar, exclusivamente o consumidor 3.0.

Alimento orgânico são os legumes, verduras e frutas encontrados in natura, colhidos em hortas e pomares ou em ambientes silvestres.

São os ovos botados por aves criadas fora das granjas, onde recebem as aves bastante químicos para se obter, entre outras coisas, rápida prontidão para o abate.

E de igual forma, criado o gado em sistemas de pecuária extensiva, a carne bovina, a suína e a avina.

O leite tem o consumo combatido pela ideologia. Somente o homem beberia leite de outro animal e por mais do que o tempo necessário para desamamento. Mas, aqueles que preferem continuar a consumí-lo podem fazê-lo, recebendo, no entanto, o leite de animais criados em sistemas não industriais.

Preferencialmente livremente pescada, fora de criatórios e dos famigerados "pesque e pague", a carne piscina (de peixes).

Beber água direto das fontes que não sofrem adição de elementos químicos (como cloro, flúor) que dizem purificar e adequar a água para o consumo ou extrair de frutas o suco, sem aditivar nada, são as condutas ao que se refere ao aniquilamento da sede ou ao desejo de refrescar-se com bebidas recreativas.

O sal e o açúcar devem ser absorvidos diretamente do alimento, sendo que a adição de elementos de tempero é permitida. O sal apropriado é o marinho integral (sem refinamento); o açúcar orgânico, no máximo: mascavo; e os condimentos - como coentro, orégano, alho, açafrão, colorífico (semente de urucuzeiro) - basta tirá-los dos ramos ou das raízes das plantas.

A adoção dessa volta aos tempos antigos, quando vários desses hábitos foram combatidos para gerar a substituição de consumo que culminou nos problemas salutares e econômicos que experimentamos hoje, soa como involução ou retrocesso social, mas, pode ser vista como reparo de uma evolução que não foi assertiva.

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