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quarta-feira, 12 de abril de 2023

O melhor jeito de viver que existe?

Temos várias formas de viver compensadoramente. Se existíssemos fora da sociedade, provavelmente viveríamos totalmente em piloto automático, em geral: comendo, bebendo e dormindo

À certa altura da vida, boa parte dos humanos adquire liberdade de escolha. É muito difícil acontecer isto, mas acontece. E com essa liberdade essa massa decide, entre outras coisas, o modo como quer viver. Tem os que aderem o jeito camponês de vida; tem gente que prefere estilos totalmente urbanos.

Os urbanos, quaisquer deles, ao meu ver, são escravistas, as pessoas que vivem neles estão escravizadas, devido à dependência de uso de aparelhos, gosto por facilidade e conforto, e mais o ter que pagar por tudo..

Alguém filmou um restaurante em Bezerros, Pernambuco, chamado Guru ou Família Pergentino, e disponibilizou na internet para pessoas que buscam por estilos de vida suportáveis conhecer. Eu gostei demais!

Obviamente, o número de internautas que vão ao Youtube em busca de imagens ou sons pertinentes à épocas abaixo dos anos 1990 é bem escasso. Não se espera ganhar views orgânicos, ou seja: reais, com esse tipo de vídeo, sequer boas cifras no sistema de monetização. 

As gerações atuais não se interessam por História. Nem por resgate e nem em deixar para a posteridade registros de sua época. Mas, para aqueles que pertencem à gerações que viveram a época representada pelos objetos mostrados ou que respeitam ou simplesmente encontram prazer em aprender sobre ou rever épocas, objetos ou costumes antigos, o esforço do Youtuber é válido demais.

Muitos dos materiais que foram conservados para a posteridade ficarão sem acesso onde guardados ou simplesmente se desaparecerão quando as gerações pertencentes à eles ou as pessoas que se interessam por História se forem.

E a Terra, talvez daqui há uns cem anos, desconhecerá seu passado ou a humanidade parará de se preocupar em registrar fatos ou sua história, até mesmo individual. Viverá totalmente no presente, isso é bom, mas não da forma ideal, que consegue conciliar o atual e o antigo.

E a possibilidade de sentir nostalgia ao se resgatar épocas ou o frisson que dá em quem não está fazendo esse resgate mas está conhecendo hábitos, valores e coisas antigas e comparando com o que há em sua atualidade para ver o que é melhor, o quão foi mudado de época para época, quais perdas houveram ao ser adotado o modelo atual?

Podendo acontecer até de se querer aderir um estilo de vida que valoriza algo dos registros antigos e virar alternativa de emprego, renda ou simples ganho de dinheiro.

IMAGEM: Google

Não à toa vemos muita festa retrô ocorrer e muitos negócios que exploram o antigo, como bares e restaurantes temáticos, como o mostrado no vídeo, seduzir colônias de adeptos.

E o contato com o passado impacta positivamente no organismo. A pessoa entra em profundo estado de alegria e de bem-estar. Não pregam por aí que é só o que se deve buscar, pois, o resto vem junto?

Pra completar a vida ideal é só adotar também os costumes alimentares e medicinais preventivos dos antigos. Vida boa é vida simples!

sábado, 12 de março de 2022

O revolucionário videocassete

Em 1971, a empresa japonesa Sony deu luz a um equipamento de videoteipe que executava conteúdos em vídeo armazenados em cartuchos, ao qual deu o nome de Umatic. Nasceu, então, o videocassete.

Mal sabia a Sony, que esse equipamento iria proporcionar uma revolução nos hábitos das pessoas que buscavam entretenimento indo ao cinema ou vendo televisão.

Assim como visionários tipo Bill Gates e Steve Jobs fizeram mais tarde com o computador, a Sony levou para dentro dos lares as salas de exibição de cinema e as de programação das emissoras de televisão.

Logo que o aparelho se popularizou, os primeiros a sentirem seu efeito foram os cinemas.

Em vez de irem à eles ver filmes, o público passou a ir às locadoras de fitas VHS ou Betamax para com seus cartões de locadora alugar fitas para ver em casa por um ou dois dias.

No início veriam muito depois de terem sido os filmes exibidos nos cinemas, assim como já era ver através das emissoras de TV, mas isso já prenunciava que no futuro estes seriam produzidos para serem apresentados diretamente em uma mídia de uso pessoal.

Depois foi a vez da televisão sentir o baque. No que se referia a películas cinematográficas, as sessões de cinema das emissoras perderam audiência para o videocassete em pouco tempo. A TV viu cifras caírem como o cinema viu bilheterias, pois, os patrocinadores migraram seus anúncios para o interior das mídias VHS ou para suas embalagens.

Mas, o pior para as TV não foi isso. Foi, sim, a perda do monopólio de horários e imposição de programação para o telespectador assistir, originada com o advento das fitas virgens.

O telespectador passou a poder ver um televisivo no horário em que era exibido, enquanto gravava a exibição de uma das emissoras concorrentes para ver noutro horário, podendo, ainda, avançar a fita quando as propagandas entrassem.

Programas que iam ao ar nas madrugadas viravam programação da tarde, graças à liberdade que o aparelho dava para programar gravações. O efeito zumbi aos poucos deixou de ser visto no aficcionado por televisão.

E se o público era obrigado a ver o que as emissoras programavam para ele ver, muitas vezes respeitando contratos de patrocinadores com intúito comercial a fim de vender produtos espúrios ou grupos políticos interessados em moldagem de opinião ou engenharia social, essa imposição caiu por terra, pois, em seus momentos de ócio em casa ele deixou de ser refém da frase "deixe eu ver o que tem na TV". Os telejornais perderam força no sentido de desinformar a massa.

As façanhas que inerentemente o videocassete – ou VCR – herdou ficaram para serem cumpridas por seus sucessores – videolaser, DVD, Blue-ray –, os quais não tiveram vida longa, mas, passaram o bastão para a atual plataforma de stream vídeo, que vem desempenhando preocupantemente, para alguns empresários e acionistas, a tarefa, jogando cada vez mais para a extinção as duas primeiras vítimas do videocassete: o cinema e a televisão.

Veja no Youtube a matéria em vídeo e conheça o acervo de VHS do Brechó dos Vítor:

Vídeo 1: Apresentação

Vídeo 2: Acervo Brechó dos Vítor

Vídeo 3: Matéria sobre videocassetes da Philco.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Estilo de vida a la brechó: independência de comportamento

Não seja apenas um tijolo no muro!

Que tal assumir a atitude de sempre adquirir produtos e serviços consultando apenas a si próprio, verificando as necessidades que possui ou os desejos que você mesmo concebeu para si? Escolher o estabelecimento onde quer consumir — preferencialmente onde você perceberá reciprocidade de benefícios, como o comércio da região onde mora — e idem a marca? Você decide; ninguém lhe dá pitaco!

Comprar uma roupa pelo fato de tê-la visto numa vitrine e gostado dela? Ou um disco por ter uma música te agradado ao ouvi-la? Ou um biscoito cujo aroma o assediou quando você passou em frente a uma padaria?

O adepto ao estilo de vida a la brechó não reverencia propaganda, moda, Mídia. Não se curva à impérios ou a "ways of life" (jeitos de viver) impostos. Não se deixa escravizar pelos marqueteiros de comportamento. Não permite ser transformado em marionete do sistema comercial ou do estado oculto que toma todas as decisões para os indivíduos.

Além de irreverente, é niilista, iconoclasta, arreligioso. Ele não ufana e sempre busca reciprocidade. Segue bem os lemas: "Se não cooperas comigo, não coopero contigo" e "faça você mesmo". E esse faça você mesmo inclui constituir as próprias crenças e a própria Ciência.

Por que seguir alguém no Twitter que não te segue também? Por que reagir à publicação de alguém no Facebook que não reage às suas? 

Para quê ter perfil em rede social se essas redes só dão visibilidade a você de acordo com o interesse delas? Às vezes, tudo o que você publica nessas redes parece incomodar, vão de encontro à opinião que elas trabalham, que são pagas para trabalhar.

Daí, te podam, te castram a liberdade de opinião, não deixam que outros a conheçam. E ainda fazem manobras para você pensar que a falta de visualização ou de visitação a um post seu se explica por ter você escolhido um tema impopular ou uma adesão malquista. Tipo te dizem: "reveja seus conceitos, consulte nossos templates".

Tem hora que o problema é que você pode ficar popular, influenciar pessoas e se dar muito bem tendo elas oferecido o palco sem que você tenha destinado à elas qualquer quantia. Por que não confiar em você e te dar a chance de as recompensar se isso se suceder, não é mesmo?

Para quê comprar o disco, o livro, a arte de alguém que não compra o seu trabalho? Para quê dar audiência a programas de televisão ou de rádio, revistas e sites que só querem a sua atenção aos anúncios que serão exibidos pra você? Veja quem te vê; ouça quem te ouve; visite quem te visita. Exija recíproca, via dupla!

Para quê clicar em links, dar page views? Na minha pesquisa, a maioria esmagadora dos conteúdos pós cliques são fúteis ou enganadores, mal intencionados, não acrescentam nada na vida de ninguém. Podem é danificar. E não há reciprocidade de quem é visitado se você solicitar o mesmo.

Para quê ir à eventos artísticos ou empresariais? Para quê fazer turismo ou cursos só porque interessadas em te explorar as indústrias, as elites burguesas e as oligarquias colocam em sua cabeça que você deveria? São os filhos ou os tutelados dessa gente que posam pra você transformar em famoso e rico ou mais rico.

Para quê ocupar o tempo com o dia a dia de uma agremiação esportiva? Pior: de uma, assim chamada, celebridade, de um reality show, telenovela ou qualquer outro televisivo? Para quê falar inglês ou ter um bom domínio do idioma pátrio? Por que ambicionar trabalhar em certas profissões valorizadas e se sentir inferior por operar em outras que desprestigiam?

O que muitas vezes, para pôr-lhe um cabresto ou obscuramente planificar o trabalho e a economia, o deep state escolheu pra você e você acha que foi o que apareceu ou o que você mesmo escolheu. 

Para quê votar em qualquer político que seja? Dar à eles mamatas para cuidarem dos interesses dos magnatas do Estabelecimento; pra te apavorar, adoecer e até matar usando o artifício de uma pandemia montada enquanto praticam corrupção de toda sorte; pra se achar no direito de te meter no front de batalha de uma guerra que visa ajustar os interesses do Capital ou da soberba de Estados ou de famílias poderosas.

Pra que consumir produto de uma empresa que não te traz benefício algum e que às vezes sequer te dá oportunidade de se empregar nela? Quando empregado, não te paga um salário justo ou não te permite ascender de cargo.

Você não é de fato melhor do que ninguém só porque segue as receitas de bolo que os canais de assédio desses grupos espalham para as pessoas inocentemente absorverem. 

Aliás, ninguém tem que ser melhor do que ninguém. A ideia de superioridade, de status quo privilegiado, foi idealizada pelos mesmos que já estão inseridos no tal status. E tudo que eles querem é que você almeje esse status, mas que jamais o alcance.

E fazem por onde isso acontecer. Inteiramente com a sua ajuda ao sujeitar-se aos mecanismos de idolatria, de comunicação, de obtenção de informação e entretetenimento e os de adesão, que você considera idôneo e não acha que espionam e manipulam você. Ou você os boicota ou é dominado por eles e entregue aos leões. Manter sonhos de pequeno burguês só os favorecem.

A indústria e os gestores de sociedades têm que rebolar muito pra pegar o adepto ao estilo de vida a la brechó com uso de seus estratagemas civilizatórios. Ele não é inocente, é literato (lê muito), não acredita na imprensa, tem gosto refinado e não se conforma em ser apenas um reles contribuinte.

Faz uso da moeda "te dou se você me der também". Sabe tirar proveito e exige a implantação do liberalismo no trabalho e na economia, além da intervenção mínima do Estado na sociedade.

Esse sujeito segue na risca a legislação que se aplica a ele. O Sistema se quiser calá-lo ou obrigá-lo a andar em sua linha tem que manobrar incriminação mediante artifícios ou acusações falsas.

As elites que portam famas e riquezas ou decidem quem será famoso e quem será rico não têm poder sobre esse sujeito, que sobretudo não é ambicioso e nem materialista. É ciente de que está no mundo para contemplar a existência, gozar de bem-estar e de que não tem que pagar preço algum pra ter ou fazer essas coisas. Principalmente para quem não é o responsável por tê-lo feito vir ao mundo. Há muito tempo que esse cara saiu do curral.

E aquilo que for artificial, ele só se interessa se vir alguma vantagem em aderir e mesmo assim, sem se deixar ser escravizado. Esse é o conceito de ser independente ao se comportar perante a sociedade.

terça-feira, 8 de março de 2022

Estilo de vida a la brechó: Mindfullness — A nova consciência

‎"Poucos são os que vivem no presente: a maioria se prepara para viver mais tarde." — Jonathan Swift

Qualquer que seja a época, o motivo de os seres vivos virem ao mundo material — ou se preferir: ao planeta Terra — é experimentá-lo, viver experiências de bem-estar do meio físico e psicológico só possíveis estando encarnado.

Para o ser humano, essas experiências de bem-estar são proporcionadas pelas interações que fazem entre si e com o meio-ambiente. 

As estamos realizando quando nos concentramos na respiração, quando meditamos, quando participando de algum evento social, praticando esporte ou aventura, viajando, comendo gostosuras, bebendo bebidas recreativas, orando, fazendo sexo.

Tudo isso com atenção plena (mindfullness) no momento em que a experimentação se dá.

Há, sim, quem o trabalho proporciona prazer. E de igual modo, quem se apraz ao gastar ou acumular dinheiro ou riquezas; quem ao acariciar animais ou plantas; quem procura contato com coisas antigas para desfrutar do sentimento de nostalgia.

É bom lembrar que nostalgia é diferente de saudade. Saudade é um sentimento negativo, deve ser evitado, uma vez que prende a pessoa ao passado, de forma a lhe deixar aflita devido à incapacidade de fazer voltar tal época. Nostalgia é uma força proporcionadora de bem-estar poderosa, que o indivíduo pode usar para, inclusive, moldar o seu presente.

A nova consciência exige que seja notado e admitido que só precisamos para ser feliz e saudável estar a sentir bem-estar. E tudo do que foi listado para se estabelecer esse estado de espírito está ao alcance de todos nós, sendo gratuíta a maioria dos itens.

Assimilar que procedimentos que não foram listados são necessários à essa condição é corromper as próprias chances de ser feliz e saudável e se pôr nas mãos de outros, permitindo que eles determinem como será a vida de quem lhe dá as rédeas.

E outro axioma dessa doutrina é viver inteiramente no presente, usufruindo de cada instante vivido e só lidando e crendo naquilo que está acontecendo. Quando vivemos no passado, perdemos o trem da história porque estamos com o foco no que não está acontecendo na realidade material, embora esteja na realidade que a memória constrói, mas, costuma-se tratar como recordação apenas e se entrar no status de angústia. Somos o que sentimos.

Um exemplo disso é quando tomamos conhecimento através de jornais, rádio ou televisão de um fato e damos total importância a ele. Ou seja: para nós, é um fato que não está acontecendo, a não ser que estejamos inseridos nele. E o que a imprensa informa, ainda que ao vivo, já é passado. Os jornais sempre reportam o que já aconteceu.

Verifique por você mesmo: até você pronunciar sobre algo que presencia, a parte pronunciada já aconteceu. Que nem é com a luz das estrelas. Quanto mais se tivermos que transmitir por meio de algum equipamento de transmissão ou, pior ainda, por meio impresso.

Certo dia, no parque, um amigo veio ao meu encontro desabafar.

— Eu quero sumir.— Ele disse, enquanto eu jogava comida para os patos.

— Fugir da rotina, quebrar as regras, ver as belezas do mundo, ficar sozinho.

— E o que te impede? — Perguntei voltando meu olhar a ele.

— Eu.

(Diálogo anônimo)

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