Temos várias formas de viver compensadoramente. Se existíssemos fora da sociedade, provavelmente viveríamos totalmente em piloto automático, em geral: comendo, bebendo e dormindo
À certa altura da vida, boa parte dos humanos adquire liberdade de escolha. É muito difícil acontecer isto, mas acontece. E com essa liberdade essa massa decide, entre outras coisas, o modo como quer viver. Tem os que aderem o jeito camponês de vida; tem gente que prefere estilos totalmente urbanos.
Os urbanos, quaisquer deles, ao meu ver, são escravistas, as pessoas que vivem neles estão escravizadas, devido à dependência de uso de aparelhos, gosto por facilidade e conforto, e mais o ter que pagar por tudo..
Alguém filmou um restaurante em Bezerros, Pernambuco, chamado Guru ou Família Pergentino, e disponibilizou na internet para pessoas que buscam por estilos de vida suportáveis conhecer. Eu gostei demais!
Obviamente, o número de internautas que vão ao Youtube em busca de imagens ou sons pertinentes à épocas abaixo dos anos 1990 é bem escasso. Não se espera ganhar views orgânicos, ou seja: reais, com esse tipo de vídeo, sequer boas cifras no sistema de monetização.
As gerações atuais não se interessam por História. Nem por resgate e nem em deixar para a posteridade registros de sua época. Mas, para aqueles que pertencem à gerações que viveram a época representada pelos objetos mostrados ou que respeitam ou simplesmente encontram prazer em aprender sobre ou rever épocas, objetos ou costumes antigos, o esforço do Youtuber é válido demais.
Muitos dos materiais que foram conservados para a posteridade ficarão sem acesso onde guardados ou simplesmente se desaparecerão quando as gerações pertencentes à eles ou as pessoas que se interessam por História se forem.
E a Terra, talvez daqui há uns cem anos, desconhecerá seu passado ou a humanidade parará de se preocupar em registrar fatos ou sua história, até mesmo individual. Viverá totalmente no presente, isso é bom, mas não da forma ideal, que consegue conciliar o atual e o antigo.
E a possibilidade de sentir nostalgia ao se resgatar épocas ou o frisson que dá em quem não está fazendo esse resgate mas está conhecendo hábitos, valores e coisas antigas e comparando com o que há em sua atualidade para ver o que é melhor, o quão foi mudado de época para época, quais perdas houveram ao ser adotado o modelo atual?
Podendo acontecer até de se querer aderir um estilo de vida que valoriza algo dos registros antigos e virar alternativa de emprego, renda ou simples ganho de dinheiro.
Não à toa vemos muita festa retrô ocorrer e muitos negócios que exploram o antigo, como bares e restaurantes temáticos, como o mostrado no vídeo, seduzir colônias de adeptos.
E o contato com o passado impacta positivamente no organismo. A pessoa entra em profundo estado de alegria e de bem-estar. Não pregam por aí que é só o que se deve buscar, pois, o resto vem junto?
Pra completar a vida ideal é só adotar também os costumes alimentares e medicinais preventivos dos antigos. Vida boa é vida simples!
Snack à base de trigo, crocante e sequinho, o Pingo D’Ouro, da linha de salgadinhos ensacados da Elma Chips, foi lançado há décadas. “É impossível comer um só”, dizia o slogan da fábrica nascida em 1974, quando a PepsiCo adquiriu e uniu as empresas American Potato Chips, de São Paulo, e a Elma Produtos Alimentícios, de Curitiba, e com uma linha variada de produtos para diferentes tipos de consumidores formou uma legião de fãs de salgadinhos empacotados.
A empresa lançou o Baconzitos, um de seus sucessos, em 1974, acompanhado do Stiksy (que já era produzido artesanalmente desde 1959 pelas famílias Wagner e Unger em Curitiba, fundadores da empresa Elma). Em 1976, introduziu no Brasil o Cheetos, em sua versão original; o Cebolitos, 1978; e depois, 1980, o badalado Fandangos, sendo o sabor original o de milho, em 1982 foram lançados os sabores Queijo e Presunto.
Adentrando na década: a batata Ruffles, em 1986, e o Doritos.
Comercial dos produtos Elma Chips de 1986
Em 2004, foi introduzida a linha Sensações, uma batata mais fina e condimentada.
Em destaque aqui, o Pingo D’Ouro fez história. Era conhecido como “bolinhas de bacon”. E todos os jovens dos idos de seu surgimento possuem casos para contar, vividos ao degustar de uma dessas bolinhas de bacon que deixavam as mãos distintamente cheirosas.
Se experimentar um só era irresistível, esconder que experimentou: impossível.
Dados do salgadinho Pingo D'Ouro Bacon da Elma Chips, embalagem de 48g
Matéria sobre a Elma Chips no canal do Youtube Meninos da Rua Albatroz:
Programado para estar em abril de 2023 nas bancas e livrarias quatro novas revistas em quadrinhos estreladas por personagens clássicos criados para a TV há mais de meio século pelos estúdios Hanna-Barbera e há quase cem anos pela Warner Bros (através da série Looney Tunes).
A On Line Editora, marca do IBC – Instituto Brasileiro de Cultura, está por conta da edição. Do futuro: a família Os Jetsons, da idade da pedra: Os Flintstones e investigando mistérios a trupe do Scooby-Doo! Cadê você?, cartuns da Hanna-Barbera, e as personagens engraçadas da Warner Bros (Pernalonga, Frajola, Patolino, Papa-Léguas e outras) darão títulos às revistas, de 32 páginas coloridas, e protagonizarão as histórias publicadas originalmente nos Estados Unidos pela DC Comics.
Uma viagem na história das primeiras perfumarias do Brasil, que, na senda lenta e atravancada da industrialização do país, foram fundadas por volta de 1850.
O sabonete Phebo surgiu em Belém do Pará, em 1930, apogeu do desenvolvimento da indústria de transformação no Brasil, e ainda guarda suas características quase artesanais de fabricação, que dá o ar de ser cada sabonete fabricado uma peça única. Dono de um marcante aroma suave, percebido em suas singulares essências, que tornam o ato de tomar banho uma experiência prazerosa.
Fachada da fábrica da Phebo, em Belém do Pará – 1950’s
Essa história começa em 1924, quando a família Santiago, portugueses provenientes da cidade de Macinhata do Vouga e proprietários da Fábrica de Fumos Minerva LTDA, fundaram na capital paraense, na Rua 28 de Setembro, N° 194, a A.L Silva LTDA.
O motivo era o de diversificar os negócios da família, sendo a produção de chapéus o foco principal. Entretanto, àquela época já caía em desuso este produto. E a A. L. Silva recebera, ainda na década de 1930, como pagamento de uma dívida, a Perfumaria Lusitana, o que levou os sócios a adentrar no ramo perfumaria, sendo a loção Estrela o primeiro artigo.
A empresa fabricava uma variedade de produtos ligados a limpeza e a higiene pessoal: loções para cabelos, pasta dental, água dentifrícia para melhorar o hálito bucal e sabonetes, que se destacou entre as categorias, dando condições de surgirem o sabonete damasco, sabonete londrino, sabonete favorito. Logo, sabonetes passou a ser a categoria-chefe.
Foi preciso, no entanto, vencer a concorrência dos sabonetes ingleses, que eram importados pelos comerciantes de Belém. Se baseou a família Santiago no sabonete inglês “Pears Soap” para lançar o seu “London Otto Rosa”, cuja fragrância marcante até hoje divide opiniões. O Pau-Rosa seria sua matéria prima principal. Na sequência, o produto passou a se chamar “Londres Odor de Rosas”.
Por já existir no mercado marca registrada com esse nome, o senhor Antônio Santiago sugeriu o nome Phebo, em analogia ao deus do Sol na mitologia grega. O “Phebo Odor de Rosas”, então, se popularizou e se tornou o primeiro produto de extremo sucesso produzido pela companhia A. L. Silva Cia Ltda.
Transcrevendo, com adaptação, da fonte de pesquisa: Nos primeiros anos, o sabonete Phebo utilizava um tambor de 100 litros em sua produção. Esta era feita de maneira artesanal, os Santiago fabricavam o sabonete em casa, em um fogão a lenha.
Produção de sabonete na Inglaterra nos anos 1930.
Naquele tempo, demorava cerca de seis meses para ficar pronto o produto. O sistema de secagem exigia um longo período na estufa para ficar totalmente seco, caso contrário secava-se por fora, mas o miolo ficava mole. E o sabonete era dirigido a uma classe social mais alta, sendo mais caro que os sabonetes populares.
Anúncio da década de 1930 do sabonete inglês concorrente do Phebo.
Eram tempos em que se julgava o produto importado algo melhor do que o nacional. O que abriu o caminho para a consagração do sabonete Phebo no mercado local e nacional foi o fato de as importações do sabonete inglês terem se tornado mais restritas. A elite local adotou o sabonete Phebo como substituto do inglês “Pears Soap”.
A logística, no entanto, se tornou uma dificuldade. O problema estava em enviar produtos para os grandes centros consumidores, os quais ficavam no Sul do país. Na época, a via de transportes mais utilizada era a marítima. Muitos eram enviados em sistema de consignação, ocorrendo o risco de serem devolvidos. “O primeiro grande pedido, 6 dúzias de sabonetes Phebo, foi feito pela Farmácia J. G. de Araújo de Manaus, em 1932. Um ano depois, o Mappin Stores de São Paulo comprou 25 dúzias e se tornava o principal cliente”.
A Perfumaria Phebo só existiria juridicamente em 1936, antes a A.L usava somente como nome fantasia. Em 1937, outro grande passo foi dado com a aquisição das Perfumarias Salim Salles, que possuía relevante estrutura como oficinas para estamparia em metais, fabricação de latas e obras em folha de flandres, tipografia, encadernação e caixas de papelão, além das aperfeiçoadas oficinas de produção da saboaria, perfumes e cosméticos diversos, e cuja aquisição mostrou o que se tornou marca para a Phebo: independência de fornecedores, devido à sua localização geográfica.
Por volta de 1950, passadas as dificuldades da Segunda Guerra Mundial, a companhia criou outro produto que se tornaria um referencial da própria: a “Seiva de Alfazema da Phebo”. O senhor Mário Santiago viajou para a França em busca de essências, a fim de compor o produto. E chegou a uma fragrância leve e suave. No início, a seiva de alfazema era comercializada em garrafas de meio litro. A empresa tinha também uma linha de produtos chamada “madeira da Amazônia” que se tornou muito bem-sucedida.
1961, a Phebo já era marca bem conhecida. Para ganhar competitividade, inaugurou filial em São Paulo. A excelente administração de Mário Santiago conferiu a empresa posições importantes no mercado brasileiro, tendo sempre o Phebo Odor de Rosas como carro-chefe, sendo responsável por vender sozinho quase 6 milhões de unidades em 1966. Em 1971 iniciou-se a construção da fábrica de Feira de Santana, na Bahia.
E em 1980, a empresa conquistou um dos maiores prêmios da propaganda mundial: o “Leão de Ouro” de Cannes, na França. O comercial da “Seiva de Alfazema” produzido por Vander Cairo Levi rendeu este título a Perfumarias Phebo S/A. A propaganda tinha a intenção de atingir o público mais jovem e nela aparecia uma mulher usando Seiva de Alfazema e uma menina tentando imitar a mãe.
A história da Phebo em vários comerciais de TV.
Os ciclos de administração familiar foram desgastando a empresa, que já havia vencido até a crise do petróleo na década de 1970, tendo sido considerada em 1976, a maior perfumaria do Brasil. Porém, em 1988, a Phebo foi vendida para a PROCTER & GAMBLE, tendo sido adquirido por terceiros suas plantas de fabricação, assim como a marca. Somente em 2004, a Casa Granado, que já era dona da fábrica de Belém, adquiriu a marca, diretamente da Sara Lee DE/ Household & Bodycare do Brasil Ltda, até os dias atuais responsável por manter a Phebo no mercado.
Embalagem 2023 do sabonete Phebo
Conforme a fonte de pesquisa, o artigo pesquisado conta com informações e iconografia da dissertação ”INDÚSTRIA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL: a trajetória da perfumarias Phebo em Belém” de Marcílio Alves Chiacchio.
A MGM DVD traz para você em DVD um clássico do cinema, de 1957, o filme: Testemunha de acusação.
Capa do DVD do filme “Testemunha de acusação”
Baseado na obra literária de Agatha Cristie, originalmente publicado numa revista americana em janeiro de 1925, responsável por tornar mais relevante na América o nome da escritora de livros de mistérios, o que inspirou escritores e roteiristas a criarem tramas de tribunal com as mais instigantes reviravoltas em seu desfecho, se trata de uma fita de suspense, na qual um caso policial é destrinchado e o criminoso revelado ao seu final. No roteiro, o conto sofre muita adaptação cinematográfica, que Agatha Christie teria gostado bastante. Empolga se ver na tela cenas totalmente realizadas em estúdio, até mesmo o que seriam cenas externas.
Interpretado por Tyrone Power, em seu último filme, pois, viria a morrer de infarto no set de filmagens de seu longa seguinte, que vive o personagem menos interessante da trama, Leonard Vole; Charles Laughton, definitivamente a melhor atuação do longa, como o advogado Wilfrid Roberts, que destrincha o mistério; e por Marlene Dietrich, que encenou a também atriz Christine, esposa de Leonard Vole.
Wilfrid, um homem com sérios problemas de saúde, se recuperando de um ataque cardíaco, faz tudo o que é mal para sua higidez enquanto sua enfermeira finge que não sabe que ele está bebendo álcool. Uma das piscadelas morais que abrem espaço para a análise do público dentre outras que envolvem as demais personagens. Apesar de sua saúde abalada, o advogado não consegue deixar de trabalhar. Vê cair em suas mãos um caso realmente difícil.
O filme de suspense, que ousa fluir com certo ar de comédia, é repleto de cenas apoteóticas e de reviravoltas, nas quais o suspeito do crime muda. Em determinado momento, o advogado parece descartar a suspeita sobre o principal nome: Leonard Vole. No entanto, detalhes nas cenas fazem-no voltar o foco.
Um dos primeiros filmes a contar com uma forte campanha anti-spoiler, como pode ser visto no treiler promocional da época, com pessoas na fila de alguns cinemas tendo que “jurar solenemente não entregar o final para quem não assistiu o filme”, informação prestada pela fonte de pesquisa, e com um pedido gentil de manutenção de segredo estampado ao final da película.
Dentre as reflexões que a trama proporciona ao público estão percepções das escalas da justiça e em como muitas pessoas conseguem driblar o sistema, conseguindo safar-se dos crimes que cometeram. Uma execução que ocorre no tribunal causa dissonância com a vida real, quando contamos apenas com uma “justiça divina” para compensar absolvição não merecida. Na ficção, a punição pode vir em poucos minutos, numa atitude que nos leva a discutir um tema em pauta até hoje: o olhar das leis para a vingança e a justiça com as próprias mãos. (trecho tirado da fonte)
Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution)
Direção: Billy Wilder Produtor: Arthur Hornblow Jr. Roteiro: Billy Wilder, Harry Kurnitz (baseado no conto de Agatha Christie) Elenco: Tyrone Power, Marlene Dietrich, Charles Laughton, Elsa Lanchester, John Williams, Henry Daniell, Ian Wolfe, Torin Thatcher, Norma Varden, Una O’Connor, Francis Compton, Philip Tonge, Ruta Lee, Eddie Baker, George Blagoi, George Bruggeman Duração: 120 min. Fotografia: Russell Harlan Direção de Arte: Alexandre Trauner Ano de produção: 1957 Pais de Produção: Estados Unidos Formato de tela: Widescreen Cor: P&B Duração Aprox.: 116 miN. Idioma: Inglês , Português Legendas: Espanhol , Português
Finalizado no Youtube a demonstração dos álbuns de vinil do acervo Brechó dos Vítor, vamos dar a vez aos álbuns de figurinhas.
A palavra "álbum" tem sua etimologia ligada aos antigos romanos, que em uma tábua ou painel em branco transcreviam e expunham à leitura pública frases comemorativas, éditos dos pretores, posturas, anúncios etc. (FONTE: Dicionário Priberam)
Figurinhas para agendas.
Essa ideia evoluiu. E hoje as tábuas ou painéis em branco viraram livros, cadernos, agendas, folhas de cartolina, mídias de armazenamento (CD, DVD, HD, pendrives, cartões de memória) ou qualquer superfície onde se pode fixar organizadamente registros como fotografias, vídeos, músicas, escritos.
Até nos aros das bicicletas já foram parar desses registros. É o que acontecia com as chapinhas metalizadas repetidas do álbum Chapinha de Ouro de 1974.
Ilustrando os pavilhões da Feira Mundial de Comércio, as primeiras figurinhas — também conhecidas como cards ou cromo — datam de 1867. A Litografia Bognard, de Paris, foi a editora pioneira.
Cartão de cigarro.
Amostra da embalagem do cigarro Marquis de Lorne.
Logo, surgiram os cards do cigarro Marquis de Lorne, as imagens de tabuleiro usadas em 1879 nos Estados Unidos para reforçar os maços de cigarro da mesma marca. (FONTE: Collectibles.)
Os irmãos Umberto e Benito na banca da família, em 1940.
Em 1961, os irmãos italianos Giuseppe e Benito Panini, donos de banca de jornal, lançaram o primeiro álbum de figurinhas colecionáveis. Ele ilustrava os times e jogadores do Campeonato Italiano de Futebol.
Popularizava-se com isso o hobby de colecionar cromos de todos os temas e iniciava-se ali uma tradição que se tornou marco das copas do mundo.
No Brasil, embora colecionar figurinhas seja um dos passatempos mais divertidos e saudáveis para crianças e adultos, o costume iniciou-se com um matarrato. Em 1895, a fábrica paulista França & Mursa lançou, como parte das embalagens de seus cigarros baratos, a série de ilustrações "Marinha Brasileira".
Passou pela publicação da tabacaria Estrela de Nazareth, na qual a bandeira de um país era a ilustração de cada uma das 60 figurinhas.
E ganhou o gosto popular em 1925, quando para se fixar no mercado a Eucalol lançou um álbum e quem comprava uma caixa com três sabonetes levava de brinde três figurinhas.
As estampas Eucalol viraram música na voz e violão do cantor baiano Xangai.
E pelas "Balas futebol" da indústria A Americana Ltda, que teve a ideia de embalar figurinhas com o rosto dos jogadores da Copa de 1950, sediada pelo Brasil.
Na transição dos anos 1960 para a década seguinte surgiram os álbuns de prêmios. Completar páginas de álbuns de figurinha passou a significar contemplar prêmios pela façanha.
O "Tigrão da sorte" foi o meu favorito. Nas páginas do livro "Os meninos da Rua Albatroz" há uma cutucada nas editoras de outrora, que faziam os colecionadores imaginarem que era possível completar as páginas que continham as melhores premiações, porém, se levantava bastante suspeitas se era mesmo. Às vezes comprávamos em localidades diferentes produtos contendo colecionáveis para verificar se por lá se via algo diferente.
Os pacotes de figurinhas tinham lá o seu frisson. Agrupados e presos em gomas de borracha à espera de serem retirados aleatoriamente pelo jornaleiro na hora da compra de um colecionador faziam a gente desejar que o vendedor tivesse mão boa.
Mesmo quando o pacote era a própria embalagem do produto promovedor da coleção.
Uma memória boa também é fazer grude com farinha de mandioca ou de trigo para colar as figurinhas nos álbuns. Os cromos autocolantes acabaram com essa farra, que ficou limitada à produção de pipas. As colas Cascolar e Tenaz, que se pedia muito nas listas de material escolar, passaram a serem esquecidas nas férias.
No acervo dos Vítor restaram três álbuns de figurinhas. Apenas os que foram lançados na época ou após a época em que aflorou na família a intenção de guardar para a posteridade objetos que pertenceram ao cotidiano dos Vítor. Graças à Deus, boa parte dos álbuns que os Vítor preencheram foram encontrados pela internet à fora no formato digital.
Os heróis da resistência foram os álbuns "Galeria Disney", Versão de 1982 do álbum de 1976 da Disney, que introduz a personagem Biquinho, o sobrinho do Peninha, criado pelo brasileiro Waldyr Igayara.
Biquinho apareceu apenas em traço na revista Mickey número 353. Um concurso envolveu os leitores da revista para decidir as cores do pato antropomorfizado.
"Ping Pong na Copa 82". Registro bem apanhado da Copa da Espanha de 1982. A moçada da época enjoou de mascar chiclete para encontrar as figurinhas.
A seleção de Telê Santana foi à Vila Olímpica do Clube Atlético Mineiro treinar. Nisso, pintou oportunidade para que os meninos do bairro onde se localiza o antigo campo de treinamento preenchessem cadernos com autógrafos de todo o escrete. O do Zico foi parar na respectiva página do álbum do acervo dos Vítor.
E, por fim, "O retorno do Jedi". Álbum de figurinhas de 1983, cujos cromos contém cenas do filme "Guerra das Estrelas: O retorno de Jedi", que fez estrondoso sucesso nos cinemas de Belo Horizonte no mesmo ano.
E são eles que irão nos refrescar a memória para apresentar no Youtube as curiosidades sobre o segmento cultural e os prazeres que eram experimentados quando se dedicava a colar figurinhas — os chamados cromos — nas páginas dos livros ilustrados. Ambos os impressos geralmente se comprava em banca de jornais, embora tenha havido um tempo em que uma mercearia era uma das opções de comércio.
Inscreva-se em nosso canal do Youtube para acompanhar esta postagem em vídeo e as demais publicações baseadas nela que virão.
O disco de vinil está de volta. A indústria alega que atendeu a vontade dos saudosistas, dos colecionadores e daqueles que afirmam que a qualidade sonora do artigo é melhor do que a das mídias digitais.
No entanto, não é de se esperar retrocesso – no sentido de voltar a um processo que foi obsoletado – da indústria com esses argumentos. É argumento mais coerente declarar que o potencial para pirataria que têm as mídias digitais tira o ganha pão dos fabricantes e dos artistas.
O importante mesmo é poder voltar aos tempos em que colocávamos um long play (LP) ou um compacto de vinil no prato da radiola nem sempre para ouvir música.
FONTE: https://gifer.com/
Ver o selo do invento americano de 1948 girando era um prazer à parte.
Tirar o vinil da capa e depois do plástico: outro.
Contemplar os encartes, acompanhar neles as letras das canções (huuum!).
Ouvir aqueles chuviscos que o toque da agulha nos sulcos empoeirados costumava gerar.
Tomar choque elétrico ao manusear o braço do toca-disco (era ruim, mas, era bom!).
Ir para as festas carregando aquela pilha de LPs debaixo do braço, tomando aquele cuidado para não quebrar, arranhar ou empenar os discos.
O grande problema dos discos de vinil era o espaço demandado para guardar os volumes. Mas, a fita K-7 e o CD não resolveram isso a contento, quem fez isso, brilhantemente, foi o MP3.
Em uma mídia de armazenamento simples, como um pendrive de 1Gb, é possível guardar o conteúdo, na mesma qualidade de execução, de aproximadamente 25 álbuns.
No Youtube está sendo postado vídeos apresentando o acervo do Brechó dos Vítor de discos de vinil e capas. Abaixo os links dos vídeos publicados até aqui.