Arquivo do blog

Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de março de 2022

Estilo de vida a la brechó: Alimentação

Como não poderia deixar de ser, o lema que adota o adepto ao estilo de vida a la brechó com relação à alimentação é o "descasque mais, desembale menos".

Kit hipertensão, conforme o site Diabetes self management

A comida e bebida industrializada é bastante corrompida para atender o mercadologismo na produção. Os mercadologistas pensam em tudo que se pode fazer para tornar a produção de um produto mais barata e o mesmo mais atraente ao consumidor, sobretudo através do sabor. Com isso a saúde também vai para o saco (de rabecão).

Organic food, de acordo com o site Natural-food.asia

Alimentação orgânica é o que adotou o homem e os animais domésticos e de produção desde seus surgimentos. Significa buscar na natureza o que comer e beber. Tudo feito por ela, que é quem realmente sabe como funciona o corpo humano e dos outros seres vivos e quem realmente se importa com a saúde deles. E é o que volta a adotar, exclusivamente o consumidor 3.0.

Alimento orgânico são os legumes, verduras e frutas encontrados in natura, colhidos em hortas e pomares ou em ambientes silvestres.

São os ovos botados por aves criadas fora das granjas, onde recebem as aves bastante químicos para se obter, entre outras coisas, rápida prontidão para o abate.

E de igual forma, criado o gado em sistemas de pecuária extensiva, a carne bovina, a suína e a avina.

O leite tem o consumo combatido pela ideologia. Somente o homem beberia leite de outro animal e por mais do que o tempo necessário para desamamento. Mas, aqueles que preferem continuar a consumí-lo podem fazê-lo, recebendo, no entanto, o leite de animais criados em sistemas não industriais.

Preferencialmente livremente pescada, fora de criatórios e dos famigerados "pesque e pague", a carne piscina (de peixes).

Beber água direto das fontes que não sofrem adição de elementos químicos (como cloro, flúor) que dizem purificar e adequar a água para o consumo ou extrair de frutas o suco, sem aditivar nada, são as condutas ao que se refere ao aniquilamento da sede ou ao desejo de refrescar-se com bebidas recreativas.

O sal e o açúcar devem ser absorvidos diretamente do alimento, sendo que a adição de elementos de tempero é permitida. O sal apropriado é o marinho integral (sem refinamento); o açúcar orgânico, no máximo: mascavo; e os condimentos - como coentro, orégano, alho, açafrão, colorífico (semente de urucuzeiro) - basta tirá-los dos ramos ou das raízes das plantas.

A adoção dessa volta aos tempos antigos, quando vários desses hábitos foram combatidos para gerar a substituição de consumo que culminou nos problemas salutares e econômicos que experimentamos hoje, soa como involução ou retrocesso social, mas, pode ser vista como reparo de uma evolução que não foi assertiva.

quinta-feira, 3 de março de 2022

Estilo de vida a la brechó: Permacultura

Seja a sua comida o seu remédio e a sua alegria, o seu bem-estar!

Bons tempos aqueles em que era comum as casas possuírem uma horta, um pomar, cisterna, fossa séptica. Praticava-se a agricultura de subsistência e realizava-se muita catira - troca de cultivos. Assim era possível enfrentar com os pés nas costas as dificuldades econômicas se elas viessem.

Muitas das verduras e legumes que iam compor o almoço ou o jantar era tirado dos canteiros repletos de pés de couve, salsinha, cebolinha, alface, taioba, tomate, chuchu, uropunobre.

Do fundo do quintal, frutas vinham de pequenos pomares: limão, laranja da terra, manga, banana, abacate, jambo, romã, goiaba, amora, ameixa, acerola, pêssego.

Do ínfimo canavial, depois de passar pelas engenhocas, a cana-de-açúcar virava açúcar mascavo ou garapa, que é um excelente refrigerante natural.

A água era tirada de dentro de cisternas. Batia-se o "perigoso" sarilho para puxar os baldes carregados de água ou operava-se bomba d'água elétrica para puxá-los.

Esterco de aves e de suínos, cascas e restos de frutas, legumes e verduras e capinas se juntavam à fuligem encrostada na chaminé dos fogões à lenha, precursora do extrato pirolenhoso, e viravam adubo.

Como o foco era a alimentação humana e de animais domésticos e ou de produção, era usado descriteriosamente defensivos agrícolas nocivos à natureza, como o eficiente pesticida DDT (diclorodifeniltricloroetano), que a longo prazo, hoje se sabe, é mais prejudicial do que benéfico.

Mas, veio o pensamento biofílico, que prega o amor por tudo o que é vivo. E para compatibilizar a agricultura com o respeito aos ecossistemas, apareceu a permacultura, termo que significa “cultura permanente". Os agrotóxicos tiveram que dar passagem para os mais eficientes ainda defensivos naturais.

Unindo o conhecimento tradicional e a ciência moderna, a permacultura propicia utilizar a terra para extrair dela a produção necessária, sem agredir o meio-ambiente. Age de uma forma que o sistema está sempre se renovando sustentavelmente, por isso não sofre desgate climático ou biológico.

Mesmo nos pequenos terrenos é possível usar a prática até mesmo para lucrar com algum cultivo. Técnica como a hidroponia - cultivo suspenso - é utilizada para proporcionar o aproveitamento do terreiro.


A se valer dessa filosofia de vida, as ecovilas, como a comunidade Findhorn no norte da Escócia, vão surgindo e fazendo as pessoas migrarem-se para elas, a fim de viver com mais qualidade e espiritualmente correto.

quarta-feira, 2 de março de 2022

Estilo de vida a la brechó: autossuficiência

Ser autossuficiente não é necessariamente ser independente do sistema e da sociedade para realizar processos como obter água potável, energia elétrica, adubo, alimento, roupas, transporte, tratamento médico e odontológico, remédios, comunicação remota, informação e lazer.

Não é se tornar um ermitão, abrindo mão de várias das comodidades que o Homem criou para viver mais e mais confortavelmente.

Alguns desses itens não é garantido se poder ser o provedor. E outros é necessário contar com os meios coletivos em pelo menos uma parcela do fornecimento. Mas, em se adotando esse estilo de vida, a economia financeira acontece em índice bastante desejável.

Na falta de abastecimento pelas redes convencionais, o suprimento feito pelas alternativas anula a carência dos produtos faltantes ou interrompidos.

A casa do autossuficiente conta com canteiros de horta, pequeno pomar, hidroponia, coletor de água pluvial, fossa séptica com estrutura para produção de biogás através de biodigestor anaeróbico, cisterna, painéis fotovoltáicos, geladeira ecológica, fogão à lenha com sistema de serpentina e conversão de fumaça em adubo líquido, antena parabólica, meio de transporte sem uso de combustível.

Nesse modo de viver, além da economia nas finanças comentada, acontece ganhos no campo da saúde e da satisfação espiritual.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Como o brechó protege a Água

Declaração universal dos direitos da água estabelecida pela ONU: link.

A água doce se encontra em níveis preocupantes que podem levar à escassez em um futuro bem próximo. De modo que a escolha entre tê-la para beber e deixar de lado as outras funções pode ser verossímil. Economizar seu consumo já é imperativo.


Livro "A última gota", Vanessa Barbosa, 2014. Acervo do brechó de livros do autor do blog.

Estudos apontam ser a indústria textil um grande mata-borrão. O livro "A última gota", de Vanessa Barbosa, informa que o cultivo de algodão exige grande quantidade de área irrigada e de fertilizantes e inseticidas. Estes afetam os ecossistemas e as fontes de água potável, mas a indústria textil não considera ser de sua preocupação o assunto.

O processamento textil é altamente dependente de água doce em atividades como tingimentos ou branqueamentos, apesar de haver soluções econômicas para esses processos, como o sistema Dye Clean, que reutiliza a água dos banhos de tingimento e recicla 80% dela.


Cena do comercial "Lavanderia" da Levi's. 1984.

Mas, o tecido mais perverso em matéria de consumo de água é o denim, vulgo jeans. Uma reportagem da Folha de São Paulo datada de 22 de março de 2019 aponta que o jeans consome cerca de 10 mil litros de água para ser produzido.

Vanessa Barbosa, no livro mencionado, informa que a Levi's detectou que metade da água gasta com o jeans ocorre durante a fabricação e a outra durante a lavagem, sobretudo em máquinas de lavar, que substituiram os hábitos de lavar roupas em bicas ou em tanques, em que a água passava pela peça e escoava imediatamente de volta para a natureza.

A Levi's criou, inclusive, uma coleção batizada de Water Less (menos água), a qual reduz em média 28% o consumo de água.

Sendo o jeans um dos principais atrativos em um brechó, o que dizer em favor da modalidade de negócio em termos de benefício para o abastecimento de água para a sociedade?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Brechó: negócio ecologicamente correto

Além da resistência ao impacto econômico destrutivo da Indústria 4.0, atendendo à outra emergência da humanidade, descrita na Agenda 21, conjunto de medidas para defender a sustentabilidade do clima global estabelecido na conferência sediada pelo Rio de Janeiro em 1992, quando compramos uma peça em um brechó estamos dando continuidade às roupas que poderiam parar no lixo.

Prolonga-se a vida útil da peça e menos roupas serão produzidas pela indústria têxtil, apontada como o segundo setor que mais consome água no mundo e responsável por emitir 10% dos gases do efeito estufa. Menos substâncias tóxicas serão despejadas no meio ambiente.


Um estudo da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) diz que reutilizar um quilo de roupa economiza 25 kg de CO2. Um país como o Brasil, que está entre os primeiros em emissão de créditos de carbono, operar em pró desse racionamento ajuda bastante a economia do país, além de proteger o planeta Terra.

Arte gráfica e texto  contratados de profissionais encontrados na comunidade Trampo Livre

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Brechó: opção de resistência ao impacto da Indústria 4.0

Na contramão de direção, como meio de resistência à extinção de alguns segmentos de negócios e advento de danos econômicos às sociedades, o brechó aparece como alternativa de empreendimento e meio de renda para pessoas de classe social menos compatível com a inclusão nos processos de enriquecimento e manutenção de riquezas que se exclusivarão no advento da Quarta Revolução Industrial ou Revolução digital - a automação dando as cartas no emprego e na economia, que prevê uma grande transformação social para a partir do ano 2030.

Pesquisar este blog

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *