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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Brechó: Pau pra toda obra!

No campo da indumentária, os brechós mais ousados e criativos conseguem operar nas linhas de alta costura, prêt-à-porter e customização de roupas, calçados, bonés, botons, mochilas e cintos. Produção disponível em todo tipo de demanda. Ou seja: todos os atributos necessários para se tornar uma grife.

Uma grife diferencia-se de uma marca. A grife leva o nome do seu estilista e é sinônimo de exclusividade, pois, geralmente sua produção é feita em pequena escala e de forma manual. Difere substancialmente da  produção feita em massa própria das marcas.

A Yves Saint Laurent é um exemplo de grife que virou marca. Nos anos 1980, muitas sacoleiras começaram suas vendas vendendo o jeans da marca.

Entre os significados dados para grife se encontra a particularidade de produzir artigos de luxo. Como se enquadrar nesta particularidade quem lida com usados?

Há de se levar em conta que a palavra luxo define o requinte de uma peça e não sua procedência. Quantas vezes ouvimos falar sobre falsificações impecáveis? Receberia adesões as políticas de reciclagem, tão necessárias, se não se pudesse enxergar luxo em artefatos produzidos com coisas que iriam para o lixo?

E quanto à alta costura, que é compreendida como modelitos feitos sob medida, com o freguês indo até o costureiro para este passar nele uma fita métrica e enchê-lo de alfinetes?

Bem, os itens da caixa de aviamentos vêm dos mesmos revendedores.

É até interessante esse caso quando se imagina o freguês mostrando ao estilista em uma revista de moda uma vestimenta, a mesma estando prontinha, quase nova, em uma das araras do brechó.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

As energias de um brechó

Muitas pessoas deixam de comprar objetos usados porque acreditam que eles podem transportar para si energias negativas vindo dos antigos donos. E o profissional moderno não pode deixar de lado as questões místicas.

Os místicos pregam que independente de estar vivo ou morto um antigo portador de um objeto, por tê-lo utilizado ou simplesmente ter sido seu possessor, uma energia específica criou um elo de ligação entre o proprietário e o pertence a partir do momento da posse.

Da mesma forma que o seu braço se liga ao seu ser etérico, as coisas que você usa em seu corpo se ligam. E também as que são usadas sem a presença de seu corpo, como um imóvel que é seu e você o aluga para outro usufruir. Neste caso, quem comprar de você esse imóvel lidará com a energia vinculada a você que há nele e com a do usufruidor.

Os místicos também acreditam que quanto mais a pessoa houver tido vida saudável, pacífica, amorosa e espiritista, melhor serão as energias transportadas em seus pertences. As vestes de Jesus bastavam serem tocadas, como é relatado em Marcos 5:24-34, em que uma mulher que sofria com fluxo de sangue buscou fazer para obter a cura.

A recíproca seria verdadeira. Usar a roupa do supervilão da Marvel Comics, Electro, seria bastante desastroso.

Estando negativamente carregado um objeto, é recomendado pelos espiritualistas descarregá-lo, resetá-lo ao nível de objeto puro, portador apenas de suas próprias energias. Estando positivamente carregado, ficaria a critério o descarrego, uma vez que utilizar as boas influências deixadas no objeto pelo antigo dono pode ser de bom proveito.

Para realizar essa limpeza, entram em cena técnicas de harmonização de ambientes e objetos encontradas em culturas como o Feng Shui, Reiki e outros sistemas de terapia holística.


Sabendo disso, tudo que o comerciante de itens usados deve fazer antes de colocar suas mercadorias à venda é realizar limpeza energética em cada uma delas e providenciar para que seu público saiba, sugestiva e não diretamente, que os cuidados para que o produto a ser adquirido esteja purificado do ponto de vista etérico foram tomados.

Racionalmente analisando, mesmo um produto novo transporta energias de terceiros. As do fabricante, que se for uma fábrica onde os operários não trabalham satisfeitos serão nocivas, as do estabelecimento de comércio e seus funcionários. Por isso, é bom que o comerciante possua um ambiente comercial também harmonizado e cuide para que seus funcionários agreguem valor energético ao que comercia.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Brechó: apresentando e vendendo à distância

Não devemos descartar presenças on-line só porque estamos em um negócio tradicional que remete ao anacronismo. Os brechós estão adaptadíssimos ao modo de vender atual. São várias as casas que possuem perfis em redes sociais como o Facebook, Whatsapp e Instagram e ou canal no Youtube, onde entre outras atividades fazem lives e hangouts para apresentar e vender seus produtos.

Fotografar os itens do estoque ou do catálogo - quando se trabalha sem produto - e expor em um site, blog, fan-page do Facebook dão ótimos resultados em termos de divulgação. As vendas às vezes acontecem em ambientes sem previsão.

IMAGEM: https://gfycat.com/

Gravar vídeos com manequins - vivos ou bonecos - trajando artigos do brechó, com cenas tomadas de diversos ângulos, apresentando bem a peça, tocando-as, balançando-as ou imprimindo prova de resistência para exprimir durabilidade de mercadoria, são formas que vendedores vêm adotando para trazer público para o seu comércio.


E de quebra ainda fatura-se com likes e inscrições nos veículos que oferecem meios para se faturar com visitação. Para isso é bom contar com um bom trabalho fotográfico e videográfico e ótimo layout de página, o qual substituirá a vitrine da loja física.

Completam o sistema de venda remota a facilidade para se realizar o pagamento no mesmo ambiente onde acontece a compra, o que hoje é bem aperfeiçoado, seguro e prático; a entrega dentro do mínimo possível de dias no endereço apontado pelo cliente; e a possibilidade de troca ou devolução da mercadoria nos casos em que a aquisição não ocorreu da forma esperada pelo cliente.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O que é um brechó

 Conforme a Wikipedia, o brechó surgiu no século XIX, quando um mascate português chamado Belchior ficou conhecido no Rio de Janeiro por vender roupas e objetos de segunda mão. Com o tempo o nome se transformou, por corruptela, em "Brechó".

Segue o conceito de brechó: Substantivo masculino. Trata-se de uma loja ou estabelecimento para venda de artigos usados, principalmente peças de vestuário. 

Aos poucos o brechó se populariza como estabelecimento que comercia roupas usadas. E foge do conceito original, que abrangia até mesmo itens de antiguidade.

A preservar a definição original, um sebo - comércio de livros, revistas, discos e fitas usados -, um antiquário - onde entre outros objetos se vende mobílias antigas - e uma loja de memorabilia - que vende artigos de colecionismo e brinquedos antigos - podem se reunir em um único estabelecimento, o brechó.

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