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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Brechó: Pau pra toda obra!

No campo da indumentária, os brechós mais ousados e criativos conseguem operar nas linhas de alta costura, prêt-à-porter e customização de roupas, calçados, bonés, botons, mochilas e cintos. Produção disponível em todo tipo de demanda. Ou seja: todos os atributos necessários para se tornar uma grife.

Uma grife diferencia-se de uma marca. A grife leva o nome do seu estilista e é sinônimo de exclusividade, pois, geralmente sua produção é feita em pequena escala e de forma manual. Difere substancialmente da  produção feita em massa própria das marcas.

A Yves Saint Laurent é um exemplo de grife que virou marca. Nos anos 1980, muitas sacoleiras começaram suas vendas vendendo o jeans da marca.

Entre os significados dados para grife se encontra a particularidade de produzir artigos de luxo. Como se enquadrar nesta particularidade quem lida com usados?

Há de se levar em conta que a palavra luxo define o requinte de uma peça e não sua procedência. Quantas vezes ouvimos falar sobre falsificações impecáveis? Receberia adesões as políticas de reciclagem, tão necessárias, se não se pudesse enxergar luxo em artefatos produzidos com coisas que iriam para o lixo?

E quanto à alta costura, que é compreendida como modelitos feitos sob medida, com o freguês indo até o costureiro para este passar nele uma fita métrica e enchê-lo de alfinetes?

Bem, os itens da caixa de aviamentos vêm dos mesmos revendedores.

É até interessante esse caso quando se imagina o freguês mostrando ao estilista em uma revista de moda uma vestimenta, a mesma estando prontinha, quase nova, em uma das araras do brechó.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Brechó: Como vender sem se preocupar com devoluções

A audiência deste blog comentou algo realmente negativamente impactante no sistema de venda remota, independente do segmento de mercado: a troca e devolução de mercadorias. Apontaram a questão de não servir uma peça de roupa. E isso é realmente relevante.

Se a mercadoria fosse um livro, por exemplo, o consumidor esperaria de recebê-lo tal qual descrito textualmente e com uso de imagem no site do vendedor. Ele esperaria a quantidade de páginas informada, o tipo de papel e gramatura da capa e das páginas do miolo, o tamanho do livro, se em cor ou se em preto e branco as páginas. São especificações que basta o vendedor atentar-se a elas antes de remeter o produto que não há razão para o mesmo ser devolvido.

No caso acima, o conteúdo do livro pode não agradar o consumidor, mas, isso não é motivo para devolução ou troca. Já com relação a roupas, especificações como tipo de tecido, tamanho e cor também são pertinentes do produto, porém, o quesito tamanho não é tão garantida a medição.

Espera-se, por exemplo,  que uma calça jeans tamanho 38 de uma loja ou marca tenha as mesmas medidas qualquer que seja a loja ou a marca a oferecer o jeans de mesma numeração. No entanto, pode acontecer imperfeições durante a produção que frustram as medidas ou pode acontecer de o consumidor ter suposto que tal numeração o atenderia e o mesmo não ocorrer.

Daí, a roupa fica muito larga, se obrigando o usuário a enchê-la de alfinetes, como contou Elza Soares (acima) ter dado essa solução em seu teste para cantora no programa de rádio do Ary Barroso, e alegar estar lançando moda.


Ou a roupa fica apertada e a saída é dizer que está lutando pra caber no número da calça, 

como Viviane Pasmanter no comercial "Você foi feito sob medida para uma Staroup", já viu?

Essa situação é contornada quando se pode entrar em um provador e experimentar antes a peça. E as soluções de provadores que existem para o e-commerce limitam o comércio de roupas, por exemplo, a âmbito regional. Softwares como o DesignDoll para simular estaturas de pessoas não são confiáveis.

Então, regionalmente postos receberiam mercadorias - tal qual o sistema Facily de social e-commerce -, onde o cliente passaria para provar, no caso, o jeans antes de levá-lo ou através do bom e velho sistema de sacoleiras.

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