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sábado, 4 de março de 2023

O maravilhoso mundo das marcas: Tang

 



Misture o conteúdo do envelope com 1 litro de água filtrada, fria ou gelada. Não é necessário acrescentar açúcar. Pronto, em questão de segundos, sucos de laranja, limão, uva, manga, pêssego e outras frutas estarão prontos pra matar a sede durante um dia quente ou deixar a refeição mais saborosa e divertida.

Embalagem do Tang de 2022

A premissa acima, retirada do blog Mundo das Marcas, resume o que é o suco em pó TANG. A fabricante garante que eles trazem o “melhor gostinho da fruta” de uma forma prática e rápida. Dois anos de intensos estudos dos pesquisadores da General Foods Corporation, liderados por William A. Mitchell, que buscavam uma fórmula que culminasse num suco em pó concentrado que ao ser misturado com água se transformasse em uma bebida deliciosa e refrescante, TANG, que conforme a fonte já citada seria inspirado o nome na China, onde a palavra significa açúcar, substância extremamente abundante em sua fórmula original, foi testado, em 1957, com o sabor laranja e potes de vidro de 198g e 396g.

Comercial Tang EUA anos 60

A ideia inicial: promover o produto como artigo do café da manhã ( “Instant Breakfast Drink” já dizia a inscrição no rótulo original). Mas, sem êxito. Dois anos passados, lançado nacionalmente nos Estados Unidos, TANG foi introduzido no Canadá com o nome de Sun Up, Mañanita na Venezuela e Taufrisch na Alemanha. A NASA decidiu, em fevereiro de 1962, utilizar os sucos no Projeto Mercury, em um voo do astronauta John Glenn, e em 1965, no programa Gemini. Buscava, a agência espacial americana, melhorar o gosto da água que era produzida pelo sistema de apoio à vida, um conjunto de aparelhos usados pelos astronautas para sobreviver no espaço. 

Excelente publicidade que deu a visibilidade precisada. O argumento: a bebida que os astronautas levam em suas viagens ao espaço. Diversos foram os anúncios da marca que exploraram esse fato. Chamadas como “In a great space station, 12 hungry men will probaly start breakfast with Tang” (“Em uma grande estação no espaço, 12 homens com fome provavelmente irão começar um café da manhã com Tang” em tradução livre) deram o acabamento.

Comercial Tang Brasil 1983

Daí, novos sabores de frutas surgiram para o refresco, presença, ainda nos 1960, ao redor do mundo: Peru, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, El Salvador, Suécia, Espanha. Em 1977 chegou ao México. 

Só em 1978 é que os brasileiros puderam ver o TANG nas mercearias. Mas mimados com as inovações: 

  • primeira bebida em pó a incluir Vitamina C em sua fórmula; primeira a oferecer mix de sabores (duas frutas): TANG MIX; 
  • em 1997 (introduzido no mercado em 1999): primeira a empregar polpa de frutas; 
  • 2003: a primeira a oferecer Vitamina A, C e Ferro: TANG PLUS. 

Assim, a marca conquistou a família brasileira e está presente em 45% dos lares do país.

FONTE: https://mundodasmarcas.blogspot.com/2006/05/tang-gostinho-de-frutas.html













sábado, 12 de março de 2022

O revolucionário videocassete

Em 1971, a empresa japonesa Sony deu luz a um equipamento de videoteipe que executava conteúdos em vídeo armazenados em cartuchos, ao qual deu o nome de Umatic. Nasceu, então, o videocassete.

Mal sabia a Sony, que esse equipamento iria proporcionar uma revolução nos hábitos das pessoas que buscavam entretenimento indo ao cinema ou vendo televisão.

Assim como visionários tipo Bill Gates e Steve Jobs fizeram mais tarde com o computador, a Sony levou para dentro dos lares as salas de exibição de cinema e as de programação das emissoras de televisão.

Logo que o aparelho se popularizou, os primeiros a sentirem seu efeito foram os cinemas.

Em vez de irem à eles ver filmes, o público passou a ir às locadoras de fitas VHS ou Betamax para com seus cartões de locadora alugar fitas para ver em casa por um ou dois dias.

No início veriam muito depois de terem sido os filmes exibidos nos cinemas, assim como já era ver através das emissoras de TV, mas isso já prenunciava que no futuro estes seriam produzidos para serem apresentados diretamente em uma mídia de uso pessoal.

Depois foi a vez da televisão sentir o baque. No que se referia a películas cinematográficas, as sessões de cinema das emissoras perderam audiência para o videocassete em pouco tempo. A TV viu cifras caírem como o cinema viu bilheterias, pois, os patrocinadores migraram seus anúncios para o interior das mídias VHS ou para suas embalagens.

Mas, o pior para as TV não foi isso. Foi, sim, a perda do monopólio de horários e imposição de programação para o telespectador assistir, originada com o advento das fitas virgens.

O telespectador passou a poder ver um televisivo no horário em que era exibido, enquanto gravava a exibição de uma das emissoras concorrentes para ver noutro horário, podendo, ainda, avançar a fita quando as propagandas entrassem.

Programas que iam ao ar nas madrugadas viravam programação da tarde, graças à liberdade que o aparelho dava para programar gravações. O efeito zumbi aos poucos deixou de ser visto no aficcionado por televisão.

E se o público era obrigado a ver o que as emissoras programavam para ele ver, muitas vezes respeitando contratos de patrocinadores com intúito comercial a fim de vender produtos espúrios ou grupos políticos interessados em moldagem de opinião ou engenharia social, essa imposição caiu por terra, pois, em seus momentos de ócio em casa ele deixou de ser refém da frase "deixe eu ver o que tem na TV". Os telejornais perderam força no sentido de desinformar a massa.

As façanhas que inerentemente o videocassete – ou VCR – herdou ficaram para serem cumpridas por seus sucessores – videolaser, DVD, Blue-ray –, os quais não tiveram vida longa, mas, passaram o bastão para a atual plataforma de stream vídeo, que vem desempenhando preocupantemente, para alguns empresários e acionistas, a tarefa, jogando cada vez mais para a extinção as duas primeiras vítimas do videocassete: o cinema e a televisão.

Veja no Youtube a matéria em vídeo e conheça o acervo de VHS do Brechó dos Vítor:

Vídeo 1: Apresentação

Vídeo 2: Acervo Brechó dos Vítor

Vídeo 3: Matéria sobre videocassetes da Philco.

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